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Carrinhos de rolimã / patinete  caixote de feira e ornamentais e vários artefatos feito de madeira  

Faça você mesmo seu carrinho, patinete ou traga sua ideia de projeto e vamos juntos desenvolve-las.    

Carrinho de Rolimã Patinete e caixote de feira  

Você que é da década de 80, quando vê uma ladeira o que imagina na sua mente? Não sei nas suas lembranças, mas na minha vem o famoso carrinho de rolimã; meus pais vieram para São Paulo muito cedo na década de 30 mais exatamente no ano aproximadamente de 1940 pessoas humildade onde a dificuldade para se obter algum bem era muito difícil mais graças a DEUS eles conseguiram com muito esforço e sacrifício um terreno onde morávamos até pouco tempo, o lugar era pouco populoso mais isso não vem ao caso. Mais foi por volta do século XX que começou a divulgação de brinquedos, de madeira, metal e plástico, existe registro em vasos gregos dos primeiros carrinhos de brinquedos; eles têm a finalidade de alegrar, educar e estimular a imaginação das crianças bem como de adultos em todo nosso planeta; muitas das vezes dependendo do brinquedo sua atividade lúdica e voltada para o lazer de ambas as idades; muitas vezes ajudando no desenvolvimento social de sua vida em particular. Bem voltando a onde eu morava era um bairro na freguesia do ó, onde tinha uma ladeira enorme onde eu meus colegas não tendo muito opção de escolha de brinquedos devido situação financeira de nossos pais, nos aventurávamos fazendo nossos próprios brinquedos sendo carrinhos de rolimã um deles onde nosso problema era arrumar: serrote, martelo, pregos, parafusos, porcas, tabuas era uma dificuldade porque quase ninguém tinha essas matérias.

Rolimãs quem tinha valia ouro porque somente encontrávamos nos quintais onde as pessoas que tinham carros antigos poderiam nos fornecer, isso através de troca de algum trabalho nosso ou seja capinar quintal ou ajudar na construção de casa que antigamente era de madeiras e barros; sendo que nessa época não havia casa de tijolo; o surgimento de tijolos datam 7.500 a.C. encontrados emÇayönü, no Sudoeste da Anatólia na Turquia, os tijolos de 7000 e 6395 a.C.em jerico e Çatalhüyük,e os tijolos cozidos foram inventados no terceiro milênio antes de Cristo.; A primeira casa de tijolos feito no Brasil, foi construída em Santa Barbara no ano de 1869,na Rua Floriano Peixoto, esquina com a XV de Novembro, na época não havia Olaria e as casas da  eram todas de Barrote.    

Carrinho de Rolimã.

Depois de passarmos por toda esta situação que valia a pena vamos a construção de nossos carrinhos de rolimã uma tabua serrada mais ou menos de um metro e meio, a um metro onde colocávamos um eixo móvel na frente onde pregávamos dois tocos com um rolimã no meio, onde controlávamos a sua direção, em quanto descia a ladeira, na parte trazeira colocávamos um toco ultrapassando a tabua mais ou menos de quarenta a cinquenta centímetros, com duas rolimãs na extremidade dos eixos fixado com pregos.

 Alguns carrinhos tinham freio de mão onde fixávamos um pedaço de madeira com prego na parte de traz próximo os rolimãs, trazeiras onde friccionávamos no chão ou asfalto para pode parar; as ideias em relação aos carinhos eram de muitas variedades possíveis em nossas imaginações, onde a diversão era descer a ladeira, até o fim da rua, não importando com seu declive. Em nossas brincadeiras não tínhamos separação de sexo homem ou menina sendo que a maioria era meninos que predominava, devido muitas mães achar que aquela brincadeira era só de moleques que não tinha nada a fazer em suas casas.

Em nossas ruas as descidas normalmente eram de terra onde tínhamos muita dificuldade para que os carrinhos pegassem velocidade, devido as terras e as vezes lama quando choviam que entravam dentro dos rolamentos fazendo com isso que eles não adquirissem velocidade, Alguns amigos conseguiam rolimãs bem grande onde superava aqueles que tinham carrinhos com pequenas; A segurança era que menos nos importava voltávamos pra casa com joelhos, cotovelos, mãos  arranhadas ou esfoladas isso não era nada pra nós o que as vezes dava medo e que quando chegávamos em casa chorando  nossos pais iam usar a famosa cinta ou chinelo, não por causa dos arranhões ou esfolões e sim por causa de ter saído de casa cedo pra estudar, ficávamos na rua com os colegas, e só voltava a noite, tendo muita das vezes ficado sem almoço , no banho para sarar estas feridas nossos pais usavam passar sabão, onde ardia e com o tempo criava uma crosta em cima, e se não arrancássemos sarava com o tempo, mais isso não nos impedia de no dia seguinte estar de novo na rua brincando   

Onde surgiu os primeiros patinetes:    

Além dos carrinhos de rolimãs nós fazíamos também nossas motonetas(patinetes) onde o processo era o mesmo dos carrinhos o surgimento desses se deu nos século XV mais precisamente nos anos 60  sua construção era artesanal onde consistia de duas tabuas de 1,10 X 20 ou variava de 1,10 X 25 de largura; aproximadamente sendo uma  na vertical e outra na horizontal onde fazíamos um corte com serrote no meio da tabua de mais ou menos de dez centímetros e pregávamos dois toquinhos um de cada lado deste corte, abaixo desses tocos era apregoado no meio do corte uma rolimã transpassado dentro de um eixo pequeno e pregado de baixo pra cima nesta tabua, para fixar no toco e não sair quando em movimento ,e no início da tabua vertical uma ripa transversal como se fosse um guidom para equilíbrio e direção, Entre uma tabua e outra na parte da frente onde fica (guidom)a direção quase no fim da tabua  próximo a rolimã da frente nos colocávamos um pedaço de couro de sapato velho, para segurar as duas tabuas na vertical e horizontal, e este couro ao mesmo tempo servia para equilíbrio e  direcionamento do patinete.

Na parte trazeira, ou seja, na horizontal no final da tabua colocávamos também dois toquinhos pequenos pregado na tabua com espaçamento de dez centímetros um do outro para no meio colocar um rolimã transpassada dentro de um eixo apregoado nestes toquinhos, para não sair quando estivesse numa ladeira. Seu movimento era feito com as duas mãos segurando no guidom, um pé (esquerdo) fixo na tabua e outro pé (direito) impulsionando o patinete; neste tipo de carrinho as quedas eram bem menos mais para isso dependia de equilíbrio do condutor do patinete.    

Onde surgiu o caixote de feira    

Voltando de novo onde eu morava no bairro da freguesia, como dissemos anteriormente nós não tínhamos muita opção de brinquedos as ideias eram muitas, mais as vezes não tínhamos dinheiro até mesmo pra colocar em pratica nossas ideias pra gerir renda familiar ,foi pensado nisto e ao mesmo tempo ganhar uns trocadinhos que inventamos: um caixote com rolimã pra carregar meninos e meninas pra brincar e ao mesmo tempo carregar as coisa: frutas, hortaliças, legumes, peixes e outras mazelas que as mulheres compravam na feira pra levarem pra seus lares, o surgimento deste brinquedo caixote de feira(carrinho de feira) se deu por volta dos anos 70 iniciando ano de 1972 até os dia de hoje  com muito mais beleza , modernidade e segurança no carregamento das compras.

Para fazer esses caixotes tínhamos as mesmas dificuldades quando na construção dos carrinhos, mais além dos rolimãs, martelo, pregos, serrote, também tínhamos que arrumar tabuas grandes, ripas ou sarrafo para fazer de alça para a movimentação do carrinho de feira.

A construção dele, era mais demorado e complicado para fazer pois também necessitávamos de metro e um esquadro estes dois últimos dificilmente tínhamos; era material de uso em construção. Mais mesmo assim através da curiosidade e da vontade de faze-los nos concretizávamos parte de nossos sonhos, com muito sacrifício e união dos colegas em estar sempre cedendo algum material que o outro não tinha.

Na execução eis os matérias que usávamos: tabuas e sarrafos usados que conseguíamos nas construções, cabo de vassouras que nossas mães após uso jogava fora, pregos velhos que conseguíamos nas construções ou retirávamos de madeiras velhas, para medição destes matérias usávamos a fita métrica que nossas mães usavam para fazer nossas roupas; as rolimãs como já dissemos anteriormente nos conseguíamos nos quintais onde as pessoas que tinham carros antigos poderiam nos fornecer, isso como já falamos através de troca de algum trabalho capinar quintal ou auxiliar na construção de casa, como dizia antigamente casas de madeiras e barros. A construção deste caixote de feira era bem rudimentar como dizia, os matérias eram bem escassos e difícil de se encontrar em qualquer lugar, pra começar a monta-los: tínhamos que primeiro serrar duas tabuas de 70 centímetros de comprimento cada uma, cortar duas tabuas de 53 centímetros de largura, duas tabuas de 50X30 cm de largura,  pra apor no fundo, um sarrafo de 66 cm de comprimento pra fazer de eixo,  uma tabua de 4X60  pra pôr em baixo do sarrafo de 3X66  pra dar altura pra  rolimãs e  na extremidade dos sarrafos colocar duas rolimãs, pra locomoção dos caixotes nas ruas, serrar dois cabos de vassouras de 1,00 metro de comprimento pra empurrar e puxar o caixote de um lado pra outro, e duas ripas de 3X40 cm de comprimento pra colocar como pé pros caixote não apoiarem diretamente no chão.

Fixação e formação: primeiro fazer um quadrado com as quatro tabuas 70X53 colocando pregos em todas suas laterais; no fundo colocar e pregar as duas tabuas de 50X30 largura, pra formar um quadrado (caixote), no começo da caixa colocar a tabua de 4X60, após pregar esta tabua no caixote, pregar o sarrafo de 3X66 nesta tabua pra fixação das rolimãs; colocar de quatro a cinco pregos grandes nas pontas pra rolimãs não saírem, os dois cabos de vassouras de 1,00 metro pregar(40 cm) um em cada lado do caixote pra servir como direção pra você ir com o carrinho pra direção que você quiser, e por último pregar as duas tabuas 3X40 em cada lado do caixote pra deixar o carrinho na posição vertical para fixar as rodas dianteiras no chão; após fazer todo este procedimento está pronto pra carregar meninas e crianças e pôr os mantimentos de compra das mulheres quando faziam feiras.    

Nossos carrinhos, patinetes, caixote de feiras e ornamentais e outros trabalhos em madeira tudo feito no fundo de nosso quintal.   

Fazemos também um trabalho social em ajuda aos menos favorecidos na regiões de São Paulo (Largo do Paissandu-Praça da Sé-Região do Ceasa) mais detalhes entrar em contato via E-mail.